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Após quase cinco anos de espera, a Justiça cond3n0u o tabelião Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcellos a 70 anos, 6 meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelos cr1m3s contra a esposa, Nahatty Gomes, que estava grávida de seis meses, e os s0gr0s, Rosemary Gomes da Cunha e Wellington Gomes Melo. O caso ocorreu em agosto de 2021, no bairro Cônego, em Nova Friburgo.
O julgamento foi realizado no Tribunal do Júri do Fórum de Nova Friburgo e se estendeu por cerca de 29 horas, distribuídas ao longo de dois dias. Durante a sessão, foram ouvidas testemunhas, familiares e especialistas, além do interrogatório do réu, que voltou a alegar ter sofrido um surto psicótico provocado pelo uso de medicamentos psiquiátricos.
O Ministério Público sustentou que o caso foi premeditado e que o acusado tinha plena consciência de seus atos. A tese foi integralmente acolhida pelos jurados, que reconheceram as qualificadoras e agravantes apontadas pela acusação, incluindo feminicídi0, violência doméstica e a condição de gravidez da vítima.
Na sentença, a juíza Simone Dalila Nacif destacou que as provas apresentadas demonstraram que o réu agiu conscientemente e descartou a hipótese de incapacidade mental no momento dos fatos. A magistrada também ressaltou o impacto devastador causado à família das vítimas, fator considerado no aumento da pena.
Mesmo com o anúncio de recurso por parte da defesa, Ricardo Jucá permanecerá preso. Como está detido preventivamente desde agosto de 2021, o período já cumprido poderá ser descontado da pena caso a decisão seja mantida pelas instâncias superiores.
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