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O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, segue recebendo cerca de R$ 100 mil líquidos por mês mesmo estando afastado há dois meses por denúncias de assédio.
Apesar do afastamento, os contracheques indicam a manutenção de valores além do salário base de R$ 44 mil, incluindo indenizações e vantagens pessoais, o que contraria entendimento do Conselho Nacional de Justiça, que prevê a suspensão desses adicionais em casos semelhantes.
Em fevereiro e março, os valores brutos ultrapassaram R$ 120 mil mensais. Após descontos, os rendimentos líquidos permaneceram no mesmo patamar de quando o magistrado estava em atividade. A justificativa do CNJ é que não há razão para pagamento de verbas indenizatórias sem o exercício efetivo da função.
O caso também envolve apuração formal: o tribunal abriu Processo Administrativo Disciplinar, enquanto o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito para investigar a conduta do magistrado.
Em nota, o STJ informou que os pagamentos extras serão suspensos nos próximos contracheques, mantendo apenas o subsídio. A defesa de Buzzi afirma que ele não cometeu irregularidades e que as acusações não possuem provas concretas.
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